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Crack é segunda droga mais vendida na cidade – 03/05/2013

“Vejo o crack como a droga do demônio, pois o viciado faz tudo para conseguir o entorpecente. É uma vida de impulsos”, descreve um funcionário público que optou por não se identificar.

Ele é pai de um jovem de 24 anos que há 12 se entregou ao vício. “Olhava nos olhos daquela pessoa possessa e sabia que meu filho não estava lá. Cheguei a pensar que ele iria me matar”, conta.

Com a separação, ele passou a não viver na mesma casa dos filhos e, por isso, só soube da dependência química quando o jovem tinha 18 anos. “Durante um surto, fui chamado na casa da minha ex-mulher e o encontrei irreconhecível. Cheguei a lutar com ele para controlá-lo”, lembra.

Durante algum tempo, pai e filho dividiram o mesmo teto. O funcionário público foi estudar para tentar entender que droga era aquela que fez o filho se transformar em outra pessoa. “Descobri que a dependência química é algo muito antigo, mas que até hoje não existe um protocolo de tratamento unificado”, comenta.

Para conseguir a droga, o rapaz chegou a furtar a casa do pai diversas vezes. “Tudo o que era dele foi trocado por crack, incluindo duas motos. Então, quando as coisas dele acabaram, ele veio atrás das minhas e daí brigamos.”

Na ocasião, o funcionário público teve de fugir para não ser atacado. Na última vez que moraram juntos, o rapaz entrou no quarto para levar mais objetos ao ponto de tráfico. “Tentei impedi-lo, pedi para ele não ir, mas meu filho me socou e chutou.” Por esta razão, a residência foi reforçada com grades.

Atualmente o jovem está numa clínica de recuperação. “É gravíssimo ver como a pessoa perde a referência dos limites, com alguns flashes de lucidez, mas sou pai, não posso desistir de lutar por ele.”

Outro caso/ Num momento de impulso, um assistente de crédito de 34 anos, pegou o carro da mulher, às 3h de uma quarta-feira e o levou a um ponto de tráfico do bairro Nova Esperança, zona norte de Sorocaba. Enquanto usava pedras de crack junto com dezenas de desconhecidos, o veículo era utilizado pelos criminosos. Por volta das 10h, guardas civis municipais viram o carro sendo dirigido por um possível adolescente que aumentou a velocidade ao notar a viatura e desapareceu.

Pelo número da placa, os GCMs encontraram a dona do automóvel que estava registrando um boletim de ocorrência eletrônica de furto. Neste momento, o marido ligou e lhe contou a verdade.

O homem disse que usa crack há oito anos e que já deixou outros carros com traficantes, em consignação. A queixa foi retirada pela mulher.

Internação involuntária como primeiro passo da mudança
“Percebi que não conseguia mais me alimentar, então fui pedir ajuda na prefeitura da minha cidade com a intenção de melhorar e sair do crack”, conta um mecânico de 20 anos que descobriu a droga há quatro anos, por meio do irmão, que tem 18.

Após destruir a casa de classe média na qual vivia com o pai, o jovem foi parar nas ruas, sempre com o irmão ao lado. “Roubei e furtei pessoas na rua, comércios e, em casa, até os fios de cobre retirei para trocar por droga.”

O rapaz está internado há mais de cinco meses pela primeira vez. “Meu maior arrependimento foi, pouco antes da internação, ter espancado meu pai que segurava nas minhas pernas e pedia para eu não sair e usar mais crack.”

O irmão também está em tratamento. “Pedi perdão para meu pai, para minha mulher e para nossa filha, de três anos, que me chama de papai. Para mim, essas são grandes conquistas.” 

O rapaz foi internado de maneira involuntária e hoje continua o tratamento por decisão própria.

Uso de crack altera funções cerebrais que controlam comportamento
“O crack deixa o indivíduo mais impulsivo e agitado e gera dependência e fissura de forma intensa. A droga termina tendo um impacto maior sobre a saúde e as outras instâncias da vida”, avalia a médica Valdereza Azevedo, que trabalha com dependentes químicos.

Ela disse que chega um ponto em que o dependente perde a capacidade de compreender o que está fazendo.

“O crack é absorvido de forma mais rápida e passa quase que integralmente à corrente sanguínea e ao cérebro, o que potencializa sua ação no organismo.”

Já existem alguns recursos que permitem avaliar o contraste existente entre o cérebro normal e o do usuário de crack, que se mostra alterado substancial principalmente nas regiões frontais, ou seja, nas regiões do pensamento, do controle dos estímulos e da impulsividade.

Isso explica em parte o comportamento impetuoso dessas pessoas. “Conhecer esse fato é importante para as famílias e para os clínicos, pois ajuda a entender porque elas não pensam muito, gastam dinheiro demais e muitas vezes se tornam violentas”, acrescenta a médica.

Já a psicóloga Ana Leda Bella Gonçalves, do Centro Terapêutico Araçoiaba da Serra, avalia que, na maioria dos casos, o dependente químico tem uma impulsividade natural, mas que é controlada normalmente. “Existem pessoas que já são impulsivas e quando começam a usar substâncias químicas potencializa ainda mais este comportamento”, explica.

A psicóloga, que atua na área de dependência química, ressalta que o uso contínuo de drogas, principalmente o crack, agrega este comportamento com a necessidade do uso, tornando as ações do indivíduo menos controladas. “O uso contínuo da substância faz com que exista necessidade física e psíquica da droga, onde a obsessão e a compulsão são tão fortes que só podem ser controladas com tratamento e medicamentos.”

A dependência química já é vista como um problema de saúde pública. O Ministério da Saúde anunciou, recentemente, novas medidas para ampliar e qualificar a oferta de serviços de tratamento aos brasileiros que precisam de assistência em saúde em decorrência do uso de crack, álcool e outras drogas.

As medidas também contemplam o campo da reinserção social dos usuários e incentivam o atendimento por meio de uma rede integrada de serviços disponíveis no SUS (Sistema Único de Saúde).

A segunda mais vendida
Nos pontos de tráfico de Sorocaba, o crack ultrapassou a cocaína no número de vendas. Somente a Guarda Civil Municipal apreendeu cerca de quatro quilos da droga no primeiro trimestre deste ano que são 8,5 mil porções. 

A Polícia Militar não divulgou dados relativos à quantidade de entorpecentes apreendidos, mas revelou que 158 flagrantes de tráfico foram registrados na cidade nos três primeiros anos. No mesmo período, a GCM registrou 139 casos do mesmo tipo de crime.

Fonte: uniad.org.br

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